Fibras Sintéticas


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Entende-se por fibra sintética aquela produzida com matérias-primas simples, normalmente do petróleo, com as quais se sintetiza o polímero que irá compor a fibra. As fibras artificiais são também chamadas de "fibras feitas pelo homem" (Man Made Fibers em inglês).

Desde quando os cientistas adquiriram conhecimento sobre a estrutura dos polímeros, tentaram imitar as fibras naturais. Nas décadas de 40 e de 50, enormes indústrias cresceram simplesmente desviando suas pesquisas e produção para o campo das fibras sintéticas. A Du Pont e a ICI são apenas dois exemplos. O desenvolvimento das fibras são em principalmente duas categorias: Estrutura e geometria.

Importância das fibras sintéticas: a produção destes materiais têxteis não depende das oscilações das colheitas. O volume da produção pode ser aumentado à vontade e o preço dos artigos têxteis pode ser mantido numa altura sustentável. Muitas fibras químicas possuem propriedades de uso que em determinados campos a fazem superar as fibras naturais, por exemplo, a alta resistência à ruptura, o reduzido poder de absorção de umidade e a estabilidade dimensional durante o tratamento a úmido, (p. ex. durante a lavagem). Elas soltam com facilidade a sujeira durante a lavagem. São fáceis no trato, possuem alta solidez à luz e resistem a insetos nocivos, bem como à ação de bolor e bactérias de apodrecimento.

As fibras de origem não natural são produzidas por processos industriais, quer a partir de polímeros naturais transformados por ação de reagentes químicos (fibras regeneradas ou artificiais) quer por polímeros obtidos por síntese química (fibras sintéticas). Este tipo de fibras divide-se em três classes.


QUANTO A EXPRESSÃO E TITULAÇÃO


EXPRESSÃO


TITULAÇÃO

QUANTO AO PROCESSO


TERMINOLOGIAS USADAS PARA O PROCESSAMENTO



Processo de formação dos filamentos e o enrolamento em bobinas.


TIPOS DE FIAÇÃO


1- POR EVAPORAÇÃO

O solvente que acompanha o material polimérico é liberado pela ação de temperatura em uma câmara de ar quente. Podem ser obtidas, neste caso, as fibras de triacetato e diacetato (acetato comercial) de celulose e poliacrilonitrilas, por exemplo.


2- POR COAGULAÇÃO

O material polimérico sofre coagulação em um banho de imersão. Podem ser obtidas por este processo as fibras de viscose, polinósico e poliacrilonitrilas, por exemplo.


3- POR FUSÃO

O material sofre fusão e posteriormente solidificação. São obtidas por este processo as poliamidas, os poliésteres, as poliolefinas e, modernamente em escala comercial, os acetatos. A operação pode ser realizada através de extrusores ou de grelhas aquecidas.


4- ESTIRAGEM

Processo final de orientação molecular. Objetiva alcançar as propriedades mecânicas consideradas ideais.


5- TEXTURIZAÇÃO

Processo de voluminização do material, notadamente os termoplásticos sintéticos. A operação dota o material de um maior poder de cobertura, maior conforto quanto ao uso, etc..


6- CRIMPAGEM

Também chamada de ondulação, tem por finalidade o desenvolvimento de pontos de fixação às fibras cortadas, principalmente quando se destinarem à misturas íntimas.


7- MOLDAGEM

Semelhante ao processo de extrusão não havendo, no entanto, a formação de filamentos e sim a formação de filmes que serão ou não fibrilados, produtos industriais variados, etc.


As fibras sintéticas, como as poliamidas e o poliéster se apresentam geralmente lisas longitudinalmente e com seção redonda, mas podem se oferecidas com seções diferenciadas, sendo a mais comum a Trilobal.



A cada dia as tecelagens e malharias introduzem fios mistos para acrescentar textura ou resistência às tradicionalmente frágeis fibras naturais, sem sacrificar a leveza.


OS FIOS MULTIFILAMENTOS CONTÍNUOS


O filamento contínuo é uma unidade linear de comprimento ilimitado. Os filamentos de seda são um exemplo. O conjunto de três ou mais filamentos forma o fio multifilamento contínuo. Se o fio for constituído por um único filamento denomina-se monofilamento.


FIOS TEXTURIZADOS


Fios de filamentos são lisos, duros e possuem poucos espaços cheios de ar. A texturização consiste em dar a estes filamentos diversos tratamentos de modo a resultarem em fios macios, cheios, fofos, com interstícios de ar que conservam o calor, propriedades que caracterizam o fio para fiação. Para conseguir esta característica, dá-se forte crimping aos filamentos, seguido de termofixação.

A texturização pode ser feita por vários processos, como: Falsa torção (FT), Falsa torção fixada (FTF), a ar, a fricção, e outros, em que, a diferença entre eles é o grau de texturização, ou seja, quanto de volume, elasticidade e maciez se deseja dar a fibra. A escolha do processo de texturização dependo do uso final do fio.


1 - Feixe de filamentos lisos; 2, 3, 4 e 5 - fio de filamentos texturizados, 6 - fio de filamentos lisos torcidos



Os filamentos de finura igual ou menor do que 1 dtex são considerados microfilamentos. Por simplicidade os fios multifilamentos de filamentos finos são freqüentemente chamados de microfibras. Entretanto existem também microfibras descontínuas para fabricação de fios fiados e outras aplicações, como nãotecidos, etc. Os exemplos mais importantes são das microfibras de poliéster, acrílico e modais.



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